sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
VIA SACRA INTERNETIANA
CARREGAR A NOSSA CRUZ E A DOS OUTROS
1. CARREGAR A NOSSA CRUZ
Paremos um pouco e nos perguntemos: qual é a nossa cruz? Cada um de nós tem algo que nos faz sofrer mais do que as outras coisas: será a nossa inveja, as vezes a nossa idade, nossos problemas que não conseguimos gestir bem, quem sabe o nosso relacionamento com o marido, com a esposa, com os filhos, com as pessoas vizinhas…pense na sua cruz e na dos outros. Jesus no Evangelho nos diz que aquele que não carrega a sua cruz não pode ser meu discípulo. Carreguemos com alegria a nossa cruz. Não tenham medo do sofrimento e nem da cruz; a cruz amada se torna leve, nos educa e nos faz bem. Tentemos nesta reflexão assumir a nossa cruz com amor e seremos felizes. A felicidade não está em escolher a nossa cruz mas em aceitar aquela que Deus nos dá.
2. CARREGAR A CRUZ DOS OUTROS
Somos chamados a não viver sozinhos e a não nos fecharmos no pequeno mundo do nosso egoismo e pensar somente em nós. Ao nosso redor há tantas pessoas sem nome, que não conhecemos mas cada um carrega a sua cruz. Como ajudar os outros a carregar a cruz? Com um sorriso, uma palavra boa, com um gesto de delicadeza, não perdendo a paciência com ninguém mas sabendo amar a todos. Os gestos mais pequeninos são aqueles que mais tocam as pessoas; quantas oportunidades nós temos para sermos gentis, delicados, até no supermercado, não perdendo a paciência com que “furou a fila”, ou dando passagem ao carro que quer nos ultrapassar; dizendo “bom apetite” e sorrindo para a pessoa desconhecida que está comendo ao nosso lado. Todos temos uma cruz e `as vêzes necessitamos da ajuda dos outros para que a cruz seja mais leve.
Veja alguém que sofre e silenciosamente o ajude.
Deus ficará feliz com você.
Seja feliz e que Santa Teresinha envie uma chuva de rosas e bençãos.
Cairo, 30/03
domingo, 25 de março de 2012
Três são os caminhos para ver Jesus:
Daqui a 15 dias é Páscoa. Devemos nos preparar bem para sentir que Jesus ressuscita em nós, que vive em nós e que a nós é dada a missão de anunciá-lo a todos. Esta semana de silêncio sem homilia internetiana ( semana passada) sem dúvida, ajudou a refletir e pensar melhor.
O Evangelho de hoje é muito bonito. É Felipe que se aproxima de Jesus e lhe diz que os gregos querem vê-lo. O nosso maior desejo é ver Jesus. Nos perguntamos também como hoje podemos ver Jesus e comunicá-lo aos demais, qual é o caminho a seguir? Ninguém de nós pode viver sem Jesus, é Ele que orienta toda a nossa vida e que nos dá o sentido de todo o nosso agir. As pessoas hoje vivem muito dispersas, perderam o sentido da vida porque não tem Jesus no centro da própria existência. Todas as coisas podem faltar, todos os projetos podem fracassar menos a nossa fé. Queremos ver Jesus, três são os caminhos para ver Jesus:
1. A oração
Quando nós rezamos com os olhos da nossa fé, do nosso coração, vemos Jesus e falamos com ele, estamos na sua presença. A oração vemos Jesus e para Ele corremos.
2. Vemos Jesus em cada irmão e irmã, seja qual for a cor, a raça, a classe social. Jesus habita em todos nós, ama todos nós e nós o amamos em todos. Quando fazemos o Vem o fazemos a Jesus que vive no outro.
3. Vemos Jesus se somos capazes de vencer o nosso egoísmo e pecados, a nossa maldade e frieza com os outros. Jesus nos recorda que se o grão de trigo não morre não produz frutos. É preciso esquecer-se para que Deus cresça em nós, esquecer-se para que os outros sejam amados, não podemos ser felizes sozinhos mas juntos.
Feliz semana para mim e para você. Procuremos esta semana, seguir estes três caminhos para ver Jesus: rezar mais, amar os outros, e esquecer-se, não querer ser “eu” mas “nós”.
Feliz Páscoa, que Santa Teresinha derrame sobre nós uma chuva de rosas e de bênçãos.
Seja Feliz!
Abuna Batrik
Cairo, 25/03/12
Daqui a 15 dias é Páscoa. Devemos nos preparar bem para sentir que Jesus ressuscita em nós, que vive em nós e que a nós é dada a missão de anunciá-lo a todos. Esta semana de silêncio sem homilia internetiana ( semana passada) sem dúvida, ajudou a refletir e pensar melhor.
O Evangelho de hoje é muito bonito. É Felipe que se aproxima de Jesus e lhe diz que os gregos querem vê-lo. O nosso maior desejo é ver Jesus. Nos perguntamos também como hoje podemos ver Jesus e comunicá-lo aos demais, qual é o caminho a seguir? Ninguém de nós pode viver sem Jesus, é Ele que orienta toda a nossa vida e que nos dá o sentido de todo o nosso agir. As pessoas hoje vivem muito dispersas, perderam o sentido da vida porque não tem Jesus no centro da própria existência. Todas as coisas podem faltar, todos os projetos podem fracassar menos a nossa fé. Queremos ver Jesus, três são os caminhos para ver Jesus:
O Evangelho de hoje é muito bonito. É Felipe que se aproxima de Jesus e lhe diz que os gregos querem vê-lo. O nosso maior desejo é ver Jesus. Nos perguntamos também como hoje podemos ver Jesus e comunicá-lo aos demais, qual é o caminho a seguir? Ninguém de nós pode viver sem Jesus, é Ele que orienta toda a nossa vida e que nos dá o sentido de todo o nosso agir. As pessoas hoje vivem muito dispersas, perderam o sentido da vida porque não tem Jesus no centro da própria existência. Todas as coisas podem faltar, todos os projetos podem fracassar menos a nossa fé. Queremos ver Jesus, três são os caminhos para ver Jesus:
1. A oração
Quando nós rezamos com os olhos da nossa fé, do nosso coração, vemos Jesus e falamos com ele, estamos na sua presença. A oração vemos Jesus e para Ele corremos.
2. Vemos Jesus em cada irmão e irmã, seja qual for a cor, a raça, a classe social. Jesus habita em todos nós, ama todos nós e nós o amamos em todos. Quando fazemos o Vem o fazemos a Jesus que vive no outro.
3. Vemos Jesus se somos capazes de vencer o nosso egoísmo e pecados, a nossa maldade e frieza com os outros. Jesus nos recorda que se o grão de trigo não morre não produz frutos. É preciso esquecer-se para que Deus cresça em nós, esquecer-se para que os outros sejam amados, não podemos ser felizes sozinhos mas juntos.
Feliz semana para mim e para você. Procuremos esta semana, seguir estes três caminhos para ver Jesus: rezar mais, amar os outros, e esquecer-se, não querer ser “eu” mas “nós”.
Feliz Páscoa, que Santa Teresinha derrame sobre nós uma chuva de rosas e de bênçãos.
Seja Feliz!
Abuna Batrik
Cairo, 25/03/12
quarta-feira, 21 de março de 2012
NÓS SOMOS O ALELUIA DE DEUS
Frei Patrício Sciadini, ocd.
Estamos ainda no tempo pascal e se você notou em toda a liturgia se repete até cansar a palavra “Aleluia”. No final de todas as antífonas, de todos os Salmos responsoriais. Parece que o aleluia se torna a expressão mais bela da alegria da ressurreição. Sabemos que esta palavra hebraica não é de fácil tradução. São palavras tão encarnada na história da liturgia que em todas as línguas ela é sempre aleluia, como também “amém” e Sanctus”... Pode participar da missa em todas as línguas, estas palavras podem ser compreendidas por todos nós.
Aleluia significa “louvai o Senhor”, cantai a sua misericórdia. Deus de fato revela todo o seu poder no mistério da ressurreição e diante da alegria de Cristo ressuscitado não pode existir outra palavra senão “aleluia”, como grito de vitória sobre a morte e a maravilha diante do que não se pode expressar pela força humana. Há uma página magistral de Santo Agostinho sobre esta palavra e não quero que os meus sete leitores – me disseram que aumentaram – percam a riqueza deste grande tesouro da Igreja. Vai o texto:
Agora, pois, irmãos, vos exortamos a louvar a Deus. é isto o que todos nós exprimimos mutuamente quando cantamos: Aleluia. Louvai o Senhor, dizemos nós uns aos outros. E assim todos põem em prática aquilo que se exortam mutuamente. Mas louvai-o com todas as vossas forças, isto é, louvai a Deus não só com a língua e a voz, mas também com a vossa consciência,, vossa vida, vossas ações.
Na verdade, louvamos a Deus agora que nos encontramos reunidos na igreja. Mas logo ao voltarmos para casa, parece que deixamos de louvar a Deus. não deixes de viver santamente e louvarás sempre a Deus. Deixas de louvá-lo quanto te afastas da justiça e do que lhe agrada. Mas, se nunca te desviares do bom caminho, ainda que tua língua se cale, tua vida clamará; e o ouvido de Deus estará perto do teu coração. Porque assim como nossos ouvidos escutam nossas palavras, assim os ouvidos de Deus escutam nossos pensamentos.
Que nós sejamos no nosso dia a dia um aleluia de Deus. Longe de nós a tristeza, Jesus venceu a morte, podemos estar preocupados, até angustiados, mas nunca sem esperança. Quem acredita na páscoa da ressurreição sabe que a vitória é definitiva. Aleluia!
segunda-feira, 12 de março de 2012
O SERVO E OS SERVOS SOFREDORES DE JAVÉ

Frei Patrício Sciadini, Ocd.
A quaresma é tempo oportuno de conversão, onde podemos contemplar com calma sem vitimismo os nossos sofrimentos e os sofrimentos de Jesus. Depois de ver na TV o êxodo em massa do povo líbio que, perseguido, se vê obrigado a sair da própria terra sem nada, carregando a roupa do corpo e no rosto os sinais de sofrimentos imensos, os nossos sofrimentinhos, ou como diria Santa Teresa de Ávila, as nossas “dorzinhas”, são nada. Depois de ver a longa quaresma dolorosa dos cristãos perseguidos no Egito ou em outros países as nossas preocupações são leves como as folhas levadas pelo vento; ou depois de contemplar com os olhos esbugalhados e assustados o tsunami que devastou o Japão e o medo da fuga da energia nuclear as nossas cruzes são nada. E a pergunta que nos fazemos é a mesma que um dia fizeram a Jesus: por que tudo isto, quem pecou ele o seus pais? A resposta de Jesus ecoa em nós: nem ele ou eles nem seus pais.
A dor, para que assuma um valor, deve ser vista a luz de Cristo, Servo sofredor de Javé, à luz de tantos servos sofredores que, sem merecer, como Jó, são tocados na carne viva pela dor e pelo silêncio de Deus. A quaresma coloca diante de nós o Servo sofredor de Javé, cantado pelo profeta Isaias nos dois grandes cânticos Is 52-53 e retomado com acentos dramáticos pelo profeta Jeremias e pelo Novo Testamento e por Paulo na sua Carta aos Filipenses. No início o mesmo profeta Isaias nos diz que o Servo sofredor “foi considerado como culpado, sofre pelos seus pecados”(Is 53,4), na verdade o grande culpado não era o servo sofredor, mas sim o povo que se tinha afastado de Deus.
Todos os sofrimentos que pesam sobre a humanidade devemos saber lê-los como um forte chamado de Deus para nos convertermos, voltarmos para Deus com generosidade. Nós não somos menos pecadores que os japoneses que morreram no tsunami e nem por aqueles que morrem nas enchentes do Brasil, da Índia ou da China. O servos sofredor não tem cometido violência, sobre ele não há pecado, mas Deus, através do seu sofrimento, salvará a humanidade (53,9). Diante dos nossos sofrimentos ou de alguém que sofre preferimos não olhar, nos afastar, ter medo como o povo fez diante de Jesus sofredor, fugiu, teve medo, mas ele do alto da cruz atrai de novo todos para ele através do laço do amor que não pode morrer no coração humano.
O justo que sofre não grita, não se rebela, mas silencia e com seu silêncio anuncia novos tempos de vida(53,7). O servo carrega não só seus pecados, mas os pecados dos outros e se oferece como hóstia santa de libertação(53,11-12). Contemplemos nesta quaresma não só nossos pequenos sofrimentos, mas os grandes sofrimentos de Cristo Jesus e de tantas pessoas que sofrem, não porque pecaram, não como punição, mas para que através dos sofrimentos delas nós possamos aprender o caminho da conversão. O Servo sofredor Cristo dá sentido aos servos sofredores que vivem a dor com fé e sabem que o amor de Deus nunca os abandona, mesmo quando as situações parecem injustas e sem saída. A dor tem sempre uma saída: o amor de Deus que em Jesus carrega conosco a nossa cruz.
sexta-feira, 9 de março de 2012
VIA SACRA
Jesus carrega, ama o mundo e doa a sua vida.
A Via Sacra é o caminho da cruz com Jesus. Uma devoção antiga na Igreja, sempre atual e viva. É o próprio Jesus que no Evangelho nos diz “quem quiser vir comigo, tome a sua cruz e me siga”. No Antigo Testamento não encontramos referência `a cruz. Jesus dá um novo sentido ao sofrimento e nos ensina que não somos chamados a choramingar pelos cantos e pedir compaixão dos outros mas sim carrregar a “cruz”.
A Via Sacra é o caminho da cruz com Jesus. Uma devoção antiga na Igreja, sempre atual e viva. É o próprio Jesus que no Evangelho nos diz “quem quiser vir comigo, tome a sua cruz e me siga”. No Antigo Testamento não encontramos referência `a cruz. Jesus dá um novo sentido ao sofrimento e nos ensina que não somos chamados a choramingar pelos cantos e pedir compaixão dos outros mas sim carrregar a “cruz”.
Qual é a nossa cruz? São os nossos defeitos, nossas limitações, nossas dificuldades, nossos desentendimentos e pecados. Devemos carregá-los dia a dia. `As vezes nós preferirmos carregar a cruz dos outros, é sempre mais leve, não é a nossa. A cruz é como roupa, só quando for feita sob medida é boa e serve para nós. Assim a cruz é nossa somente nossa, devemos carregá-la com altivez e coragem.
Jesus carrega a sua cruz com amor e deu a sua vida. Também nós devemos saber dar a vida para que outros tenham vida. Quem vive só para sí mesmo corre o risco de ficar sozinho e abandonado por todos. Pare um pouco: quais são as coisas que o mais fazem sofrer? O que fazer? Se é possível mudar, mude. Mas se não é possível mudar, aceite a “sua cruz” e ofereça aos outros, sempre com um rosto de alegria e paz. .
Minha mãe Domenica que era analfabeta dizia: meu filho nós queremos carregar sempre a cruz dos outros porque é os outros e parecem mais leves, mas cada um sabe o quanto pesa a sua cruz e não sabe quanto é pesada a dos outros.
Que Jesus nos ensine a olhar ao nosso redor e sermos, esta semana, capazes de não murmurar e reclamar da nossa vida mas amá-la e transformá-la.
Abuna Batrik.
Que Jesus nos ensine a olhar ao nosso redor e sermos, esta semana, capazes de não murmurar e reclamar da nossa vida mas amá-la e transformá-la.
Abuna Batrik.
quarta-feira, 7 de março de 2012
QUE QUARESMA QUER O SENHOR?
Frei Patrício Sciadini, ocd.
A quaresma deste ano nos convida a parar a entrar na nossa casa interior que é o coração para ver como estamos vivendo a paz e como estamos vivendo a justiça, esta duas irmãs gêmeas que não podem caminhar separadas mas que andam sempre juntas. Vamos deixar de lado por algum momento o grande mundo ao nosso redor e olhemos o mundinho dentro de nós. Quanta injustiça nós fazemos contra nós mesmos! Obrigamos o nosso corpo a trabalhar mais do que pode, a comer mais do que pode, a beber mais do necessário, a não dormir, a se meter em tantas encrencas que o mesmo corpo se rebela e se vê violentado. Obrigamos a nossa mente a criar coisas inúteis e caímos nas armadilhas de poucos espertalhões que, aproveitando-se da nossa ingenuidade, nos quer vender gato por lebre. Obrigamos o nosso coração a odiar quando ele é feito para amar, a ter raiva quando ele é chamado para a paz. Obrigamos a nossa alma a se esvaziar de valores em que acreditamos só para não desagradar os falsos amigos. Obrigamos a nós mesmos a fazer coisas que vemos que estão erradas. E o ser humano que foi criado por Deus se rebela diante de tudo isto porque se sente agredido.
Que quaresma quer o Senhor? Uma quaresma de amor e paz, de purificação, de luta contra o pecado e o mal, venha de onde ele vier, para que dentro de nós haja paz e justiça. Que não façamos nada contra nós mesmos, contra os outros e contra Deus. Aí haverá a verdadeira paz. A noite da humanidade poderá ser iluminada só pela luz de Cristo e os campos de batalhas desaparecerão quando for levantada a bandeira da paz e do amor. Na justiça construa a paz dentro de você e na sua família, no ambiente do seu trabalho e os seus olhos verão que ao seu lado tem muita gente que quer a paz.
domingo, 4 de março de 2012
"EIS ME AQUI PARA SERVIR"
ESTAMOS no caminho da Quaresma, é necessário abrir o coração para escutar o que Deus quer de nós, colocá-lo em prática e vivê-lo no nosso dia a dia. A palavra chave deste domingo é “eis me aqui” para servir ao Senhor, fazer a Sua vontade, viver o amor.
Na primeira leitura temos a figura de Abraão, já velho, que contempla seu unico filho Isaac e Deus lhe diz: “dai-me teu único filho”. Abraão não duvida, doa seu filho e diante da generosidade de Abraão, Deus faz com ele um pacto novo de amor e de benção. Deus não pede coisas que não nos custam, pede sempre algo que nos custa, “nosso único filho”, que `as vezes é o nosso tempo, as nossas férias, os nossos projetos, os nossos sonhos, o nosso dinheiro ou até sacrificar uma amizade que não nos ajuda nem nos faz bem. Ou perdoar alguém que nos feriu.
Na segunda leitura o apóstolo Paulo diz o seu “eis me aqui”. Jesus que o chama e ele doa sempre com generosidade a sua vida. Ele sabe que mesmo que todos possam abandoná-lo Jesus nunca o abandona. Quem nos julgará? Quem nos abandonará? Nunca Jesus nos deixa sozinhos mas Ele diante do Pai suplica por nós. É necessário saber dizer o nosso “eis me aqui” para servir, para amar para sermos amor no meio das pessoas.
NO Evangelho o Pai nos faz uma revelação e nos dá um mandamento novo: “Este é o meu Filho amado, escutai-o”. Escutar Jesus, mas como escutá-lo? Lendo o Evangelho e colocando-o em prática, mas Jesus nos fala também através de tantas pessoas que coloca no nosso caminho. O Papa Bento XVI na menssagem da Quaresma fala que nós vivemos uma “anestesia espiritual” que nos faz ser indiferentes diante dos sofrimentos dos outros.
Boa semana para que nós saibamos escutar Jesus através das pessoas que nos falam. Sempre através das palavras existe uma mensagem. As palavras são como um tesouro, devemos descobri-lo nelas. Descobri o positivo e o negativo.
Deus abençoe e Santa Teresinha mande uma chuva de rosas.
Escutemos, façamos um momento de silencio e pensemos: quem nos pediu ajuda e não demos respostas? Ajudemos!
Seja feliz!
sexta-feira, 2 de março de 2012
A MINHA VIA SACRA
Frei Patrício Sciadini, ocd.
Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo!
É uma pena que a gente só se lembra da Via Sacra na quaresma como piedoso exercício que nos é apresentado para viver com maior intensidade a Campanha da Fraternidade e nos aproximar do mistério da paixão do Senhor. Aliás, devemos parabenizar os organizadores da Campanha da Fraternidade que todos os anos nos oferece as 15 estações da Via Sacra com a temática própria da Campanha. Este ano a Via Sacra fixa o seu olhar sobre o mistério da vida, a defesa da vida, e como nós devemos sair do nosso egoísmo e ir ao encontro dos demais.
Os títulos das estações permanecem os mesmos, são consagrados pelo tempo e pelo uso. A via Sacra é uma devoção que surgiu especialmente com o franciscano S. Leonardo de Porto Mauricio que foi espalhando esta devoção para reavivar no coração dos fiéis o arrependimento dos pecados e o amor a Cristo crucificado. Diríamos que foi uma “criatividade missionária evangelizadora” num tempo onde o povo, a maioria, era analfabeto, não podia ler a palavra de Deus, mas lembrava as estações que plasticamente falavam das últimas horas de Jesus antes de ser crucificado.
As estações eram 14, a última meditava sobre a sepultura de Jesus e ponto final. Mas depois do Concilio Vaticano II se viu a necessidade de acrescentar a XV estação para contemplar o mistério da ressurreição. A nossa fé não pára na morte, não é um beco sem saída, a morte não pode ser fim e nem desespero, é porta que se abre para a vida eterna. A Via Sacra nos projeta no mistério do silêncio do sepulcro mas já nos convida a permanecermos atentos à madrugada do primeiro dia da semana, quando Jesus irá ressuscitar.
Todos nós temos a nossa Via Sacra a ser percorrida antes de nossa morte: os momentos de dor, de sofrimento, de fracasso que encontramos ao longo do nosso caminho. Quantas decepções e quantas dores somos chamados a suportar no nosso dia a dia. Para alguém a via Sacra é ver os filhos um a um sair de casa, tomar o próprio rumo, é romper afetos e viver sozinho na solidão que dói dentro. Mas é necessário passar tudo isto para que a vida continue. Para outro a via Sacra são estações que vive todas as vezes que uma pessoa querida morre. É um pedaço de nós que vai embora, sofremos mas sabemos que depois do silêncio da morte nos reveremos de novo na luz de Cristo que não tem fim.
Para alguém a via sacra é a luta cotidiana para ter na mesa um pedaço de pão para matar fome, é dor de ver filhos gerados necessitados do necessário e não poder dar porque não tem. É ver quem a gente ama morar em barraco que cai aos pedaços e não ter como ter um melhor. A via sacra dos abandonados pelos amigos que nos deixam sozinhos porque tomamos atitudes que eles não compartilham conosco, atitudes de fidelidade ao evangelho de Jesus.
A via Sacra é o seu caminho da cruz, a cruz não pode ser trocada. Cada um deve carregar a própria, pequena ou grande que seja. É verdade que encontramos um bom Cirineu que nos ajuda a carregar por poucos metros a nossa cruz na solidariedade. Mas também depois de alguns passos a cruz nos é devolvida, é a nossa cruz.
A sua via Sacra é sua, carrega-a com amor, percorre-a com alegria e generosidade. A minha é minha, mas que eu seja Cirineu para você e você para mim. A solidariedade faz a cruz mais leve. Ajudemo-nos nas nossas vias sacras!
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